Literatura Infantil: Junho 2015

terça-feira, 30 de junho de 2015

Fechado para férias

Os amigos blogueiros e leitores que acompanham Literatura Infantil, sabem que há 07 anos( o tempo que tenho o blog), no mês de janeiro e  julho, eu saio de férias.
Esse ano, devido a agenda do mês de julho, estarei trabalhando. Porém não postarei nada no blog
Estarei voltando com as postagens normais  na Literatura dia 21/07.
Até lá
Beijos
Rute Beserra

FONTE DA IMAGEM:GOOGLE

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Férias na Livraria da Vila




Estarei Contando Histórias nas  Férias da Livraria da Vila, apareçam por lá...
Contação de História com Oficina de dobradura dos personagens.

02/07-Livraria da Vila -Moema
Av. Moema, 493 (11) 5052-3540.Das 16hs ás 17hs
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12/07-Livraria da Vila -Moema
Av. Moema, 493 (11) 5052-3540.Das 16hs ás 17h
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16/07-Livraria da Vila- Shopping Cidade Jardim Sul
Av. Magalhães de Castro, 12000  (11) 3755-5811.
Das 16hs ás 17hs

quarta-feira, 24 de junho de 2015

LER...

Após um sarau de contação de história, uma criança chega perto de mim e diz:
-Acho chato ler, não gosto. Não sei como você consegue ler e decorar essas histórias todas.
Fonte da imagem: GOOGLE

segunda-feira, 22 de junho de 2015

VEM AI: FÉRIAS NA VILA


As crianças que estiverem  em São Paulo , no mês de julho, estão  convidadas a  mais um ´FÉRIAS NA  VILA.
O tema esse ano é LER, CRIAR e BRINCAR
Programação: Oficinas , músicas,teatros, brincadeiras  e muitas histórias,que a Livraria da Vila está promovendo em todas as unidades.
Logo estarei postando a agenda e a programação completa.
IMAGEM:FOTO  ARQUIVO PESSOAL

domingo, 21 de junho de 2015

Viradinha Cultural São PAULO-2015 para as crianças


20 de junho de 2015
Por 
Portal Bragança News
Criançada têm a “Viradinha” que reúne opções culturais para toda a família - 20 e 21/06/2015
Criançada têm a “Viradinha” que reúne opções culturais para toda a família – 20 e 21/06/2015 A programação infantil da Virada Cultural, acontece neste ano a partir das 9h do domingo, 21, e se concentra no entorno da Praça Rotary, onde se localiza a Biblioteca Infanto juvenil Monteiro Lobato. Realizada em parceria com o programa São Paulo Carinhosa, a atração reúne atividades para toda a família.Shows dos grupos Palavra Cantada, Beatles para Crianças, Grupo Tri, Trupe Pé de História e Cantos da Terra prometem animar os pequenos durante todo o dia.Oficinas da Dança Materna, musicalização, sensações para bebês, brinquedos de papelão, conversa sobre aleitamento materno e mamaço unem pais e filhos nas mesmas atividades.Ao ar livre as famílias podem aproveitar as tradicionais brincadeiras de rua, a ciclo faixinha, uma feira de troca de livros e brinquedos e cineminha. Karaokê,CONTAÇÃO DE HISTÓRIA confecção de fantasias e espetáculos teatrais também fazem parte das atividades da “Viradinha”.
Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato

General Jardim, 485, Vila Buarque

sexta-feira, 19 de junho de 2015

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Olha o cabeção da menina...

Quem me  acompanha na Literatura, sabe quanto gosto de inovar nos adereços para a contação.
Dessa vez solicitei  ao Beto dos Fantoche que confeccionasse um cabeção de menina, a qual estarei usando na livraria, nas férias de Julho. Olha que linda... ( vide as imagens).
Beto dos fantoches é contador de história e confecciona bonecos
de fantoches maravilhosos.
Obrigada Beto, com certeza pedirei outros, ganhou uma freguesa.
Conheçam o face do Beto:

FACEBOOK Beto Arte Espuma Fantoches

IMAGEM:Foto Arquivo Pessoal

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Quarta-feira:Respondendo na Literatura-106
































Domingo  passado dia 13/06  na Livraria da Vila- Loja Lorena, uma mãe  que é professora, perguntou-me como trabalhar  a história de Dona Baratinha na sala de aula. Achei interessante a pergunta e estou  a postar na Literatura responde novamente.


Olá Bruna seja sempre bem-vinda a Literatura.


A história "Casamento da Dona Baratinha" nos passa responsabilidade,limpeza, paciência,cooperação, perdão e alerta em relação aos perigos que corremos quando não respeitamos regras e limites.


Trabalhando as Linguagens Oral e Escrita da História


-Conversando sobre a história

-Vocês gostaram da história

-Acham que dona Baratinha ficou rica de verdade?

-Na opinião de vocês, porque os bichos queriam se casar com dona Baratinha?

-Porque dona Baratinha escolheu dom Ratão?

-Você acha certo que o dom Ratão fez?


Trabalhando com dinheiro


-O que fazemos com o dinheiro?

-Em todos os países se usa moeda?

- Você conhece alguém que coleciona moedas antigas?

Encene com as crianças a história da dona baratinha


Música: Cante com as crianças a canção" A barata diz que tem, sete saias de filó..."


Espero tê-la ajudado, com algumas sugestões, qualquer dúvida estou a sua disposição.


Beijos!!

Rute Beserra.

Fonte:Livro do Baú do professor(Histórias e oficinas pedagógicas)


Walkiíria Garcia,Áurea Rocha, Cláudia Miranda, Vanderci Castro

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Se a gente espalhar...

Boa semana a todos!!!
Fonte do Google

sábado, 13 de junho de 2015

Fotos da Livraria da Vila- Loja Lorena

Antes de sair de casa, uma pausa para a foto, com as  minhas  amigas fantoches ,que me ajudaram na contação da Livraria hoje a tarde .
Princesa Gigica  e a fadinha Pumpum
História Contada:A princesa Gigica no Mundo Perdido  dos livros-Igor Colaro
OBS: NÃO FOI POSSÍVEL POSTAR MAIS FOTOS. AS CRIANÇAS ESTÃO DE FRENTE NAS IMAGENS, SEM AUTORIZAÇÃO DOS PAIS NÃO TEM COMO POSTÁ-LAS GRATA PELA COMPREENSÃO...
Agradeço as crianças e pais presentes na livraria.
IMAGEM:Arquivo Foto Pessoal

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Convite-Livraria da Vila


sábado, 13 de junho de 2015
ATIVIDADE INFANTIL
A PRINCESA GIGICA CANJICA NO MUNDO PERDIDO DOS LIVROS



COM: Rute Beserra

Horário: das 16h às 17h
Local:  AUDITÓRIO

Loja  Lorena 
Alameda Lorena 1731 - Jardim Paulista |  Telefone:  (11) 3062-1063

terça-feira, 9 de junho de 2015

Ficha de Inscrição-Curso com o Contador de história de Costa Rica-Jeff Hernandez

UM ENCONTRO COM O CONTADOR DE HISTÓRIA
JEFF HERNÁNDEZ-COSTA RICA
Curso: Formação e Oficina de Contação  de História
Curso: Formação e Oficina de Contação  de História
Data: Curso: 15 de agosto de 2015
Local: Salão Espaço Nobre
Endereço: Rua Capitão Valdir Alves de Siqueira, 34 - Vila do Encontro- Jabaquara-SP
Horários: Turma Matutina: das 09h às 12hs
                 Turma Vespertina: das 14h às 17hs
Capacidade: 60 participantes por  turma 

Forma e período de Inscrição para o curso : Os interessados se inscrever de 28 de março a  28 de julho  de 2015.
Copiando e colando  ficha de inscrição  abaixo  para o  e-mail

Ficha de  inscrição :: Formação e Oficina de Contação de História
Nome:
Endereço:
Cidade:
 Estado:
Telefone
 E-mail:
Profissão:
Instituição ou empresa que trabalha:

Horários: Turma Matutina das 09h às 12h dia 15/08   (      )
Contação, sempre contação: Esta oficina é mais específica para o desenvolvimento de contações sobre diferentes áreas do conhecimento. Aqui desenvolvemos uma análise da estrutura narrativa no dia a dia e sua aplicação ao ensino.


Horário: Turma Vespertina das 14h às 17h dia 15/08   (    )
Intro ao Conto: Esta oficina é uma introdução à estrutura básica de uma história e à contação cênica de histórias. A través de diferentes contos brincaremos com a estrutura básica para aprender algumas possibilidades e aplicações que a contação tem, para o ensino e a terapia, por exemplo.

Público-Alvo: As oficinas são destinadas  a professores  educadores, contadores de história. Contudo, se outros profissionais e mesmo estudantes tiverem interesse, poderão participar.
Valor: R$ 50,00.
Se  houver  interesse em participar dos dois módulos, desconto especial de R$100,00   por R$70,00.
 Quantidade de Vagas: Duas turmas de 60 alunos; (MANH  E TARDE)
Material: Será fornecida apostila específica preparada para o curso.
Certificado
 Será fornecido coffe break e certificado de participação ao final do curso .

 O pagamento deve ser feito através de transferência bancária:

Banco do Brasil
Cliente: Evaldete Maria Martins da Silva
Agencia: 0300-X     Conta: 161.076-7

Feito o pagamento enviar o depósito  digitalizado para o e-mail.
trocadevivenciaspedagogicas@hotmail.com

A inscrição só é válida após pagamento


                  
Patrocínio: Troca de Vivência Pedagógica da Val e CIA

Literatura  Infantil por Contadora de História-Rute  Beserra




segunda-feira, 8 de junho de 2015

Narrador e Contador de História Jeff Hernandez Castro-Costa Rica

Narrador e Contador de História
Jeff Hernandez Castro-Costa Rica
Crédito da foto: Pamela Visquez

Sou Cuentero, isto é um viciado pelas lendas, histórias e contos que constroem a nossa humanidade. Acredito na força da Contação Cênica e a mágica cumplicidade que cria sensações irrepetíveis. Trabalho com pesquisa, escrita e docência por meio dos contos, e não tenho achado limite nenhum para a capacidade das histórias para atingir cérebros com coração.”
Dia 15 de agosto de 2015-(sábado) Curso e Oficina de Contação de História
Salão Espaço Nobre
09h00 às 12h00
14h00 às 17h00
 Local: Rua Capitão Valdir Alvares de Siqueira, 34-Vila do Encontro- Jabaquara –São Paulo
Valor de um módulo: R$ 50,00
Valor dos dois módulos: DeR$ 100,00 para R$70,00

Dia 16 de agosto de 2015(Domingo)- Espetáculo com Jeff Hernandez
Nome da Peça: Contos do Fogo
Das 09h00 às 11h00: Gratuito
Local: Céu Caminho do Mar: Av. Engenheiro Armando de Arruda Pereira, 5241- Jabaquara – São Paulo
Transporte para o local:

Estação Jabaquara:
Ø  Divisa de Diadema;
Ø  Vila Clara;
Ø  Jardim Selma;
Ø  Eldorado;
Ø  175 T – Jabaquara: descer no final.

Ponto de referência:
Ø  Praça do Encontro: Bombeiro, Padaria Portal do Sol
Diadema                                Jabaquara (EMTU): Parada Encontro

Hospedagem:
Ø  Saville Hotel: Av. Dr Hugo BEOLCHI, 670  Jabaquara
Tel.: 011 5594-6629 – 5589-1084 Contato: Cleonice

Confirmado o bonequeiro e Contador de história  Beto dos Fantoches estará  presente nos dois dias de evento –Vendendo seus bonecos




domingo, 7 de junho de 2015

O Rei que não respondia perguntas -Cintia Amorim-Última parte

Historia Infantil com Rimas
Cintia Amorim
Exibindo salominho.png

Quando o decreto foi anunciado no reino houve uma tremenda confusão. As pessoas ficaram desesperadas. Ninguém tinha o costume de perguntar nada. Ninguém tinha a menor curiosidade.
            - Mas o que eu vou perguntar? – perguntou uma senhora.
            - Mas como deve ser esse questionário? – preocupou-se o comerciante.
            - As perguntas devem ser longas ou curtas? – interessou-se a professora.
            Foi um tremendo reboliço. Só se via na cidade pessoas com papel na mão. Gente olhando para o céu e tentando imaginar algo para perguntar ao rei. O reino inteiro começou a sofrer de dor de cabeça. As filas dos hospitais triplicaram. Todo mundo queria tomar remédio para cefaléia.
            E o prazo expirou. O rei mandou seus oficiais recolherem os questionários do povo. Uma tremenda decepção. Em meio a toda aquela gente, só havia três perguntas, de três pessoas diferentes:
- Mas o que eu vou perguntar? – era a pergunta de uma senhora.
            - Mas como deve ser esse questionário? – era a pergunta de um comerciante.
            - As perguntas devem ser longas ou curtas? – era a pergunta de uma professora.
            O rei ficou novamente furioso. Mandou construir um enorme presídio. Iria colocar todo mundo na prisão. A notícia espalhou-se entre a população. O povo ficou desesperado:
            - Mas, espera aí, como é que o rei tem dinheiro para construir uma cadeia tão grande e não tem dinheiro para aumentar o hospital?
            - E se todo mundo for preso, quem é que vai servir ao rei? Será que ele sabe fazer alguma coisa sozinho?
            - E se um reino inimigo atacar, quem é que vai defender Vossa majestade?
            - Quem é que vai plantar, quem é que vai ordenhar as vacas para o rei tomar o leitinho dele de manhã?
            A população começou a se revoltar contra o decreto real. Não admitiam tamanha tirania. O rei não podia, simplesmente, mandar todo mundo para o xilindró. O povo se reuniu em frente ao palácio. Organizaram um protesto. Elegeram um representante. Pediram uma audiência pública com Salominho.
            O rei compareceu prontamente. O representante fez a primeira pergunta:
            - Mas o que é isso, majestade, vossa alteza perdeu o juízo? Como é que pode querer prender toda a população?
            - Vou prender todo mundo sim. Vai todo mundo para o xadrez. Vocês não obedeceram ao decreto real. Pagarão com a liberdade.
            - E quem é que vai construir esse megapresídio? – perguntou o representante.
            - Vocês, ora bolas. Vocês construirão o presídio, depois vão para dentro dele.
            - Mas isso é um absurdo. O senhor não tem consciência? E como eu vou cuidar dos meus três filhos? – revoltou-se um camponês.
            - Deixei de saber, o problema é de vocês. Eu só sei que pedi a vocês que pensassem em cinco perguntas. Ninguém pensou, agora vão ter tempo de sobra para exercitar o cérebro atrás das grades.
            A multidão ficou inconformada. Logo, uma enxurrada de perguntas caiu sobre o rei. As pessoas queriam saber com que dinheiro iriam construir o presídio. Onde é que seria construído. Perguntaram sobre o risco de guerras.
            O rei começou a ficar satisfeito. Tinha agora um monte de perguntas para responder. Acalmou o povo:
            - Está vendo, não é tão difícil assim fazer perguntas. Vejam, eu já anotei umas cinqüenta em meu caderno real. Farei um acordo com vocês. Darei um indulto. Vocês terão mais um mês para apresentar as perguntas que requeri. Agora quero que pensem de verdade, se esforcem. Quero cinco perguntas originais de cada habitante. Prestem atenção, mais um mês, senão mando todo mundo para a prisão.
            Salominho então convocou todos os professores do reino. Eles tinham o prazo de um mês para estimular o povo a fazer perguntas.
- Preciso da ajuda de vocês. Quero que me ajudem a estimular o povo a fazer perguntas.
Foi uma revolução. Na escola, ao invés de os alunos responderem a enormes questionários, eles foram estimulados a elaborar questionários. Tinham de pensar muito. Colocar o cérebro para funcionar.
- Nossa, professora, às vezes perguntar é mais difícil que responder. – questionou uma aluna.
- Realmente. É mais fácil responder um monte de perguntas bobas, dentro de um texto, que elaborar nossas próprias perguntas, com nossas próprias palavras. – completou outro.
Aos poucos, a dor de cabeça do povo foi passando. O cérebro começou a se acostumar com o trabalho.
Findo o prazo de um mês, a maior parte da população deu conta de fazer cinco perguntas ao rei, que teve muito trabalho, porém, muito prazer em respondê-las. Àquelas perguntas que ele não tinha resposta imediata, o rei pediu um prazo maior para responder. Convocou seus sábios conselheiros. Pediu ajuda.
E assim, no reino do rei Salominho, as pessoas criaram o hábito de perguntar, de questionar, de ter curiosidade. Foi uma tremenda revolução.

Bem, eu comecei dizendo que essa é uma história triste. E é mesmo. Quer saber por quê? Pense um pouquinho. Se não conseguir achar respostas, elabore uma pergunta e envie-me, terei o maior prazer em te responder.

FIM

sábado, 6 de junho de 2015

O Rei que não respondia as perguntas- Cintia Amorim- 2ª parte


Exibindo salominho.png
O médico, pensou, pensou. Sentou-se, pensou e pensou mais um pouquinho. Depois respondeu.

            - Mas que pergunta difícil essa, hein! Não senhor, não tenho qualquer dúvida. Estou satisfeito.
            O rei percorreu outros lugares no reino. Conversou com outras pessoas. Repetiu a mesma pergunta dezenas de vezes.  E a resposta foi sempre a mesma:
            - Não majestade, não tenho qualquer dúvida.
            Salominho voltou desesperado para seu palácio. Trancou-se em seu quarto. Andou de um lado para o outro durante horas a fio. Havia algum problema. Como poderia? Um reino tão grande e ninguém tinha nenhuma pergunta para fazer.
            Salominho convocou nova reunião com seus sábios conselheiros. Pediu conselhos, será que alguém tinha alguma resposta para o fenômeno?
            Os sábios pensaram. Disseram mil coisas.
            - Talvez o povo esteja realmente satisfeito.
            - O senhor deve se alegrar majestade, o seu povo não tem nada a perguntar, significa que não estão incomodados com nada. – respondeu um ancião.
            - Mas eu estou incomodado. Não acredito que um povo inteiro seja tão sem curiosidade. – retrucou o rei.
            Depois de muito discutir com seus conselheiros, o rei resolveu visitar a melhor escola do reino.
            - Lá sim, com certeza, irei obter algumas perguntas. A escola é o lugar onde se produz conhecimento e sabedoria.
            O rei foi, então, com sua comitiva para a escola. O prédio da instituição era lindo. Tudo estava em perfeito estado de conservação. Salominho começou a conversar com algumas crianças que brincavam durante o intervalo das aulas.
            Apresentou-se. Disse a que propósito viera. E finalmente perguntou:
            - Vocês crianças, têm alguma pergunta a me fazer? Alguma dúvida, alguma curiosidade?
            Os meninos olharam para o rei. Pensaram, pensaram e depois responderam:
            - Não senhor, não temos nenhuma dúvida. Nem temos qualquer curiosidade.
            - Mas como assim, vocês são estudantes, devem ter uma porção de perguntas!
            - Ah! Sim, claro. A professora nos deu um enorme questionário. São quinze perguntas. Temos de responder até sexta-feira, senão não ganhamos pontos. – respondeu uma alegre menina.
            - Não, não. Vocês não entenderam, perguntei se vocês têm alguma pergunta para me fazer, e não perguntas para responder.
            As crianças novamente olharam para o rei. Pensaram, pensaram e depois responderam:
            - Olha, a gente não mexe muito com esse negócio de fazer perguntas. A gente sabe é responder. Quem gosta de perguntar é a professora. Pergunte para ela.
            O rei foi conversar com a professora, apresentou-se. Perguntou se ela tinha alguma pergunta a fazer. A professora pensou, pensou. Foi até seu armário. Pegou um enorme questionário, com vinte e cinco perguntas. Começou a lê-las para o rei.
            - Espere, espere. Não quero responder a esse questionário. Quero saber se você tem alguma pergunta. Sua. Pessoal. Algo que você queira me perguntar.
            A professora pensou, pensou, pensou. Então respondeu:
            - Não majestade, não tenho nenhuma dúvida pessoal. Nada me incomoda.
            O rei ficou furioso. Saiu correndo da escola. Entrou emburrado em sua carruagem. Ordenou que o cocheiro o levasse imediatamente ao palácio.
            Algo precisava ser feito. Alguma coisa andava muito errada. Não era possível. Nem a professora sabia fazer perguntas.  O rei elaborou um decreto.

O DECRETO REAL
Fica estabelecido, por ordem do rei Salominho,
Que todos os habitantes do reino devem apresentar,
No prazo de um mês, um questionário pessoal ao rei.
No referido questionário deve constar o nome do cidadão,
CPF, endereço e cinco perguntas originais. Não vale
Copiar a pergunta do vizinho. Quem não fizer as
Cinco perguntas ao rei irá para a prisão.
Terceira parte da história:amanhã (domingo)
Visitem o blog da Cintia:http://historiainfantilcomrimas.com/
Imagem: Rei Salominho-Cintia Amorim

sexta-feira, 5 de junho de 2015

O Rei que não respondia perguntas-Cintia Amorim- 1ª Parte

Historia Infantil com Rimas
O Rei que não respondia perguntas-Cintia Amorim
Esta é uma história triste. É a história de um rei que não respondia perguntas. Não que ele não soubesse respondê-las, muito ao contrário, o rei era inteligentíssimo. O problema é que em seu reino ninguém perguntava nada. Absolutamente nada. Ninguém tinha curiosidade ou interesse em aprender coisas novas.
            A história começa assim: rei Salominho, quando criança, padecera de grave enfermidade. Ele ficara muito fraco e sua vida estivera por um fio. Durante seu tratamento, os médicos aconselharam seus pais a não deixá-lo sair de seu quarto. Qualquer contaminação poderia ser fatal.
            O menino, então, cresceu entre quatro paredes. E sua maior diversão era a leitura. Ele lia de tudo, de dicionário a enciclopédias, de poesias a anúncios de supermercados. Salominho era um leitor voraz.
            Depois de muito tempo, quando já estava adulto, finalmente sarara de sua enfermidade. Ele estava livre para sair e conhecer o mundo. Mas seus pais, sempre muito zelosos e temerosos, impediam-no de sair. Não queriam correr qualquer risco.
            Salominho, então, ficava da janela do palácio contemplando o extenso reinado. Tudo aquilo, um dia, estaria sob seu controle.
            Certa vez houve um sério acidente. Os pais de Salominho, ao retornarem de um encontro diplomático com reis de reinos próximos, caíram em um precipício. O cavalo que puxava a carruagem assustou-se com uma tartaruga que passeava distraidamente pelo caminho. O cavalo saiu em disparada e caiu, com carruagem e tudo, pelo desfiladeiro.
            Salominho, ao saber da trágica morte de seus pais ficou muito triste. Agora teria de assumir a responsabilidade por tudo. Herdara o reino.
            A primeira providência do rei foi conhecer seu reinado. Chamou os sábios conselheiros reais e pediu que lhe falassem sobre cada detalhe do reino: a economia, os costumes do povo, as festas religiosas, os principais problemas, etc.
            Depois de ser brilhantemente instruído, Salominho foi ver de perto tudo aquilo que aprendera. Foi conferir a teoria na prática.
            O rei ficou encantado, era a primeira vez que tinha contato com o povo.  Achou interessante a vida da população. Admirou-se com algumas obras públicas, mas também conferiu de perto alguns problemas. Havia muitas carências.
            Salominho novamente trancafiou-se no palácio, mas desta vez para organizar um grande projeto. Queria saber o que a população pensava, quais eram suas principais necessidades, quais as suas dúvidas.
            O rei elaborou um excelente questionário. Havia trinta perguntas para serem respondidas pela população. E no final, um espaço para a população perguntar o que quisesse.  Seria a vez de o rei responder.
            O questionário foi entregue e, depois de dois meses, os oficiais do rei trouxeram as respostas. Salominho ficou muito satisfeito, montou uma equipe excelente e começou a analisar os documentos.
            Quase todas as perguntas haviam sido respondidas pela maior parte da população. Mas um fato estranho intrigou Salominho. Não havia dúvidas, melhor dizendo, ninguém perguntou nada ao rei.
            Salominho ficou incomodado. Chamou os oficiais que haviam aplicado o questionário ao povo. Brigou com eles. Acusou-os de terem trabalhado mal.
            Os oficiais defenderam-se. Disseram que haviam sim, aplicado o teste como haviam sido instruídos. O fato era que o povo não tinha nada para perguntar. Não tinham dúvidas.
            Salominho não acreditou. Mandou que o questionário fosse reaplicado.
            - Somente a parte das dúvidas do povo. Quero saber o que meu povo tem a me perguntar. – orientou.
            Passado mais um mês, eis o resultado. Não havia dúvidas. Ninguém queria saber nada.

BUSCANDO RESPOSTAS

É claro que o rei ficou perturbado com aquela situação.
            - Como pode um povo ser tão sem curiosidade? – intrigou-se Salominho.
            Resolveu ir pessoalmente conversar com a população. Chamou alguns criados e partiu para a praça principal do reino. Lá havia um mercado que sempre estava cheio.
            Salominho começou a se aproximar das pessoas. A princípio, elas ficaram muito assustadas, nunca tinham visto o rei assim, tão de perto, ainda mais puxando conversa.
            Salominho interrogou um comerciante:
            - Olá, sou seu rei e gostaria de saber se o senhor tem alguma dúvida a respeito do reino. Alguma pergunta que queira me fazer.
            O comerciante pensou, pensou e respondeu:
            - Não majestade, não tenho pergunta alguma.
            - Mas nenhuma? Tem certeza de que o senhor não quer saber nada? Dou-lhe um tempo para pensar.
            O rei esperou pacientemente por quinze minutos. Perguntou novamente ao comerciante. A resposta foi a mesma. Não havia nada que o homem quisesse saber.
            Salominho achou estranho, mas preferiu conversar com outra pessoa. Aproximou-se de uma senhora que estava sentada no banco da praça, aparentemente esperando alguém.
            O rei apresentou-se e perguntou:
            - A senhora tem alguma dúvida sobre o reino? Alguma pergunta que queira fazer, alguma curiosidade?
             A resposta foi a mesma. A bondosa senhora não queria saber nada.
            O rei levantou-se. Foi para um outro ponto da cidade. Parou em frente a um hospital. A fila para consulta era enorme. Interpelou uma jovem mãe que aguardava atendimento com seu filho no colo.
            - Bom dia, sou o rei Salominho.  Gostaria de saber se a senhora tem alguma pergunta a me fazer, alguma curiosidade, alguma dúvida a respeito do reino, ou até mesmo sobre o rei?
            A jovem mãe pensou, pensou e, por fim, com a cabeça meio dolorida, respondeu:
            - Não majestade, não tenho nenhuma dúvida.
            - Mas nenhuma curiosidade? Nem mesmo quer saber por que tem de ficar tanto tempo esperando na fila do hospital?
            - Bem, minha mãe sempre disse que a vida é assim mesmo. Pobre enfrenta fila para tudo. Como eu sou pobre, acho que é normal ter de esperar por uma consulta. – respondeu a jovem.
            O rei começou a ficar triste. Mas não desanimou. Visitou um dos médicos do hospital. Apresentou-se. Logo então perguntou:

            - O senhor tem alguma dúvida a respeito do reino, do mundo, da vida, a respeito de qualquer coisa?
Segunda parte da história  amanhã (sábado)
 Visitem o blog da Cintia http://historiainfantilcomrimas.com/

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Quarta-feira:Respondendo na Literatura-105


E-mail:

Cintia Jardim


para mim
Rute,tudo bom?
Como fazer um álbum de história do grupo de professores?
Obrigadas- Aluna de Pedagogia- Cuiabá- MT

Cintia
_____________________________________________________

Rute Beserra 


para Cintia

Olá Cintia, tudo bem com você? Seja sempre bem vinda a Literatura Infantil
Você vai precisar:


Material: Folhas de papel sulfite, jornais,revistas, cola, lápis de cor, canetas hidrográficas, registros feito durante um período.
Essa atividade é mais adequadas para momentos de retomadas de final de ano, após um período
de trabalho em conjunto.

Objetivo: Resgatar a história vivida pelo grupo durante o trabalho. Eles irão falar de suas dúvidas, medos, conquistas, dificuldades avaliando o processo e também planejando passos futuros .
Escreva na folha de sulfite alguns itens, exemplo:Uma atividade que gostou de fazer com as crianças, um passeio,brincadeiras, saudades,o que eu quero que repita no próximo ano, o participante que eu fui e o que gostaria de ser, etc...
Cada item será registrado em uma ou mais folhas de papel, se houver registro(fotos), anúncio publicitário, uma manchete de jornal, figura etc...
Este álbum pode ser montado de várias formas sanfonado, livro,(conforme a imaginação)
Ao final você terão momentos significativos com cada participante.
Boa história!!
Cintia espero ter respondido sua pergunta, qualquer dúvida estou a sua disposição!
Beijos.
Rute Beserra.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Blog Histórias Infantis com Rima, entrevista a contadora de história- Rute Beserra


A blogueira  e escritora  Cintia Amorim do blog http://historiainfantilcomrimas.com/, entrevistou-me e ficou muito bacana esse bate- papo.
  Logo estarei postando as histórias de Cintia aqui na Literatura, enquanto isso, leia a entrevista abaixo para que conheçam um pouco mais ,sobre o meu trabalho.
Ah, passem no blog dela também, e vejam que encanto de blog.


CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS – Entrevista com Rute Beserra

Estou muito feliz com mais essa entrevista para o blog. Dessa vez a convidada é Rute Beserra, uma fantástica contadora de histórias de São Paulo. Rute é uma educadora com garra, coragem e muito amor pelo que faz.
Gostei demais da entrevista e das dicas que ela passou para quem deseja ser também um contador de histórias. Eu, pessoalmente, acredito que sempre vale a pena acreditar nos nossos sonhos, e fazer algo a respeito. E foi isso que a Rute fez.
Confira essa entrevista:
1. Você poderia fazer uma breve apresentação de quem você é, e de sua trajetória em relação a contação de histórias?
Olá o meu nome é Rute Beserra. Sou Pedagoga especializada em Alfabetização de adultos e criança. Contadora de histórias de Literatura Infanto Juvenil. Pós-graduada no curso: Práticas eVertentes do Ensino Aprendizagem da Língua Portuguesa e da Literatura
A contação de histórias surgiu em minha vida através de uma grande amiga, da faculdade de Pedagogia, Alzira Pelaiz ela contava história como ninguém, apaixonei-me da maneira a qual contava, com toques e cuidados ao apresentar uma história.
Sempre gostei de ler livros de literatura infanto-juvenil, todas as histórias que lia recontava às crianças da educação infantil.
Na época era professora de educação infantil, cursava o curso de Pedagogia. Contar histórias é uma experiência de interação. Constitui um relacionamento cordial entre a pessoa que conta e as que ouvem.
Para melhor me aprimorar, nesse mundo mágico das histórias, eufiz um curso no SENAC=Curso de aperfeiçoamento de Contador de  História.(2010).
Curso :Brincando e contando com a Literatura Infantil na Leisureand Recreations S/C Ltda
Congresso Educação Saber – Contar histórias para encantar ou encantoar (2006)
Workshop de Contação de História”O corpo e a voz na hora de contar ”- Com o grupo tricotando palavras’(2011).
Escola de narração de itinerante by Clara Haddad- A arte de contar histórias-janeiro de 2015. Sempre estou lendo e reciclando com cursos e workshop para melhor me aperfeiçoar nesse mundo encantado.

2. Na sua opinião, quais são os principais desafios de um contador de histórias? É possível encarar essa atividade profissionalmente?
Existem instituições que querem o trabalho, mas enrolam para pagar e outras acham que quem vive de arte vive de brisa, que não tem família ou contas para pagar. Como todo cidadão pagamos impostos e impostos.
Sim é possível encarar essa atividade profissionalmente, desde que se dedique a ela, lendo muito, pesquisando e fazendo cursos.


3. Você poderia contar sobre um momento de superação grande que você teve de enfrentar, qual foi o desafio e como você conseguiu ultrapassá-lo em sua jornada de contadora de histórias?
Trabalhava como coordenadora em uma escola durante a semana, no final de semana, contava histórias em livrarias, bibliotecas, festas de aniversários, dava palestras ,participava de festivais de contadores de histórias.
Estava super cansada com essa rotina. Em outubro do ano passado (2014), joguei tudo para alto, pedindo a direção da creche que me mandasse embora com os meus 8 anos de direitos da casa.
Eu iria sobreviver, e viver de contação de histórias. Não foi fácil tomar essa decisão, apesar de solteira e morar com os meus pais, como todo mundo, tenho minhas contas para pagar. Mas confesso que foi a melhor coisa que fiz. Vivo muito feliz com a profissão que tenho.
4. Você poderia citar 2 ou 3 erros que quem está iniciando neste ramo normalmente comete, e nos quais você poderia alertá-los para evitarem isto?
Todos contam história, a única diferença é que todo contador de história, conta história com a alma.
Muito importante aprender com o outro contador de histórias, observar, respeitar, e liberta-se de modelos. Cada contador tem sua essência, não precisa ser copiado.
Proibido esquecer de creditar a história que vai ser contada, jamais apagar as fontes.
5. Você poderia falar um pouco dos resultados que este trabalho de contação de histórias lhe trouxeram, e como é sua vida hoje X como era antes?
Como disse em uma das respostas acima, hoje eu vivo e sobrevivo de contação de histórias. Tenho um assessor que agenda minhas contações, palestras, cursos, agendas de contações etc…
Contrato, com Bilbioteca, editoras, parceria com a Livraria da Vila , trabalho em duas escolas particulares , contando histórias para as crianças de educação infantil. Tenho um contador que visualiza  contratos, notas fiscais,.etc…etc…
A minha semana  hoje  com as contações  começa na quarta-feira.
O meu carro é cheio de cenários, baú, fantoches e fantasias. É mundo que eu respiro e vivo,  confesso… amo estar em voltas com crianças, seja  na área pediátrica, asilos , orfanatos. Cada dia, procuro me aperfeiçoar mais nesse mundo encantado.
Antes minha semana começava na segunda-feira, como coordenadora pedagógica de uma creche , muito pepino com pais, professores, diretores, etc…  para resolver. Eu vivia estressada.
6. Se você pudesse dar uma única melhor recomendação sua para quem está começando, ou pensando em começar nesse ramo, e que vai fazer toda a diferença, qual seria ?
Todo contador de história tem que saber um pouco de Literatura, não adianta apresentar uma história sem saber  quem eram os irmãos Grim. Conhecer literatura infantil edifica, o trabalho do narrador oral.
7. Cite um momento mágico, que fez você pensar: vale a pena todo o esforço.
Ao terminar de contar uma história em uma instituição filantrópica o garotinho, me abraçou e disse: Obrigado por você ter vindo!
O que dizer? Momentos assim, me fazem entender que, como contadora de história passo alegria, imaginação e encantamento com as histórias
8. Algum pensamento final ou próximos passos para a nossa audiência?
Contar uma história, é dar um presente de amor” (Lewis Carrol) .
Dia 14, 15 de agosto estará no Brasil o contador de histórias de Costa Rica, Jeff Hernandez Castro nos prestigiando com sua presença e dando curso e oficina de contação de história, vale a pena divulgar.
9. Onde os leitores do blog podem saber mais sobre você e como você pode ajudá-los com os seus esforços nesse ramo?
Eu não tenho página no Face, apesar de que muitos me cobrem muito para fazê-lo. Confesso que é uma das ferramentas para divulgar meu trabalho,mas não sinto vontade em tê-lo. Quem sabe mais pra frente.
As pessoas podem conhecer um pouco mais sobre o meu trabalho no meu blog www.rute-rute.blogspot.com.br.
Toda quarta-feira eu respondo blog ( Literatura Infantil).
Sobre dúvidas, indicaçõesde livros, cursos e oficinas, etc…Tudo referente a  Contação de histórias, é só enviar  e-mail   com suas dúvidas para:
Agradeço a Cintia Amorim pela entrevista e a oportunidade de falar um pouco sobre o meu trabalho.
GrANDE BeIjo  a todos! 😉

Rute, eu é que agradeço sua gentileza em nos conceder essa entrevista. Que seu trabalho prospere  cada dia mais.
E, você? Gostou de conhecer um pouco sobre a Rute Beserra? O blog dela é um amor, recomendo a visita.

Cintia Amorim.
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